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as mil e uma noites

O grito fosse ostracismo, retornaria purificado (no mal sentido de um ritual expiatório), mas é flato simbólico de uma epifania; do ritual: antes escape que válvula, pílula-abracadabra dissolvida na norma que se fita. Mil e uma noites com Cérbero, em campanha; plena rede nacional (horário nobre!)... Deuzolivre.

São Paulo, 19 de maio de 2014

soro


Fitar-se no outro que há em mim... Que a gente nem saca o óbvio de tanto encabeçar os ais, deixando assim engessar o coração... Num tempo de chegadas em que se avistam as bandeirinhas e os vestidos de algodão, coloridos... Em tempo de sorri...r ao céu enquanto se roça a boca, ao chão... A alma formigando. Um ponto intenso azul luminoso, repentino e esporádico. Ah, provar o soro do meu veneno. Render-me alheio e sem razão. E enfim, dançar um tango embriagado coladinho com a face de um futuro necessário. Reaprender.
 
São Paulo, 26 de maio de 2014

prorroga(ações)

Trismegisto africanizado, embandeirado de Paraíba,
ginga sobre as pembas canalizando zap zaps sobre os trilhos.

Ah, meus irmãos, em tempos de espada nua,
cifras semióticas pulsionam o viver,
feito golden goal daquelas prorroga(ações).
 

Não chorem pelo trânsito... ele flui!
Choque mesmo é o intransitável.


São Paulo, 11 de junho de 2014