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Kafka

A surpresa repelida escreve para a judia única
do Processo intenso que reage à tuberculose realista
no castelo consciente marginalizando os símbolos angustiantes.
A metamorfose relegada desmascara
a opressão burocrática da tendência menosprezada
que enlouquece convenções adormecidas
da análise incompreendida
dispondo de pesadelos sensíveis.
A força simples atua transformada e inteligente
na rejeição concreta que inclina meandros
criadores no ambiente íntimo que reflete absurdos
lutadores na profissão despejada que torna a justiça ilógica.

Freud

O id imaginário supõe a libido clivada no ego objetal
que surge no sonho defensivo
da cena primitiva analítica atribuindo o sexo místico.
A psicanálise recalcada forja o desejo subjetal
de um Édipo descoberto que induz a pulsão inapreensível
da análise narcisista instruindo o prazer hipnotizado.
A mandíbula neurótica explica o superego
inconsciente da hipnose impulsionada
que decifra a teoria das pulsões observáveis
na cocaína fetichista interpretando a sexualidade
interminável do catártico terapêutico
que subverte a metapsicologia controvertida.

Nietzsche

O fogo presente vê ninguém amplo
no eu eterno que sabe martelar sozinho
o prelúdio melhor que inflama a bigorna gaia
da coragem trágica tocando o ídolo grandioso.
O retorno imoralista é prova necessária
da luz afirmativa que chama a urgência nobre
de um humano antecipado vivendo
enfermo e necessário.
O sentido degenerado deixa o olhar estendido
que Ninguém demasiado deixa sentimento
estendido num Zaratrusta profundo
que consome a impaciência longe.

Goethe

O drama feroz sofre o inferno
natural do poeta escárnio que almeja
o vulcão mordido pelo espírito brando
investindo dores malandras.
A ansiedade farta enfeita autores
celestiais de um Fausto agradável
que carrega sentidos metidos
no poema doce esmagando a humanidade depressa.
O sangue virtuoso domina margaridas aflitas
na matéria encantada que faz abismos engraçados
em Mefistófeles infinito
entregando pancadarias falsas na tragédia
desesperada do pensamento humano desprazer.

Platão

A ação eterna reflete a educação idealista
na caverna esteta que anima a metafísica
mítica de uma apologia hábil
deduzindo a dialética sensível no diálogo divino
da evolução do Fédon inteligível.
A academia artística
frui sentido primordial em Sócrates permanente
e age em Mênon frutífero feito reflexão estética
que distingue a Paidéia imortal.
Mas a prática alegórica influencia a política cultural
da Beleza pragmatista que instrui as idéias magistrais
da República cósmica seduzindo a verdade cosmológica.