Besouro iluminado,
nas cordas do meu violão,
observou o movimento e
sorriu.
Agraciei-me.
Era um deus
com olhos de brilhante
que me caminhou.
Voou para a luz
que há no interior
de mim e
sumiu para a morte de
amanhã,
no singelo gesto
do bater das asas
afoitas.
Pereiras, 01 de janeiro de 2005
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o que as rosas têm a dizer
O espirro descadeirado
de estar na solidão entre as estrelas.
O som da lesma na fúria ideal dos matagais.
O sussurro no meio da noite quente
entre cães que ladram
e a indefinição de uma grade sobrenatural.
As luzes vermelhas, no alto dos edifícios,
dos bairros vizinhos
e as rabiolas das pipas
iluminadas, presas aos fios
dos postes de eletricidade.
Uma gota inesperada que cai
e assusta. Tão
solitária
quanto eu na madrugada da cidade.
Um chinelo que ecoa sua voz
disfarçando o tombo discreto.
Jimi Hendrix tinha razão:
as nuvens roxas sorriem
entre os limites de um céu de porcelana
e as dúvidas terrenas
de um chão que se renova por séculos.
O clima fresco da escuridão
envolve a língua que reproduz o mundo.
É noite na abóbada sem fim!
Solitária, sem mim, a rua é apenas o esperar.
Quem diria que a madrugada poderia ser isso?
Uma pincelada transparente nas dobras do som,
uma evocação lúcida nas formas das flores,
um distúrbio violento na textura do silêncio.
De um traço latifoliado
aguardo meu sono como vulto que me cerca,
mas que não me penetra
para o rebento de um novo clarão.
Não há ansiedade. A calma me contempla
feito personagem de minha espera.
Odes às distancias da imaginação,
para que o suspiro das sombras
reelejam o último sol no fim do corredor,
que é resposta para este momento de espera.
São Paulo, 08 de janeiro de 2005
de estar na solidão entre as estrelas.
O som da lesma na fúria ideal dos matagais.
O sussurro no meio da noite quente
entre cães que ladram
e a indefinição de uma grade sobrenatural.
As luzes vermelhas, no alto dos edifícios,
dos bairros vizinhos
e as rabiolas das pipas
iluminadas, presas aos fios
dos postes de eletricidade.
Uma gota inesperada que cai
e assusta. Tão
solitária
quanto eu na madrugada da cidade.
Um chinelo que ecoa sua voz
disfarçando o tombo discreto.
Jimi Hendrix tinha razão:
as nuvens roxas sorriem
entre os limites de um céu de porcelana
e as dúvidas terrenas
de um chão que se renova por séculos.
O clima fresco da escuridão
envolve a língua que reproduz o mundo.
É noite na abóbada sem fim!
Solitária, sem mim, a rua é apenas o esperar.
Quem diria que a madrugada poderia ser isso?
Uma pincelada transparente nas dobras do som,
uma evocação lúcida nas formas das flores,
um distúrbio violento na textura do silêncio.
De um traço latifoliado
aguardo meu sono como vulto que me cerca,
mas que não me penetra
para o rebento de um novo clarão.
Não há ansiedade. A calma me contempla
feito personagem de minha espera.
Odes às distancias da imaginação,
para que o suspiro das sombras
reelejam o último sol no fim do corredor,
que é resposta para este momento de espera.
São Paulo, 08 de janeiro de 2005
olhos de dinossauro
A lua negra
feito pupila gigantesca
eclipsa um sol
suspenso na escuridão noturna
dos olhos de um dinossauro.
Vagina vertical,
repleta de escamas verdes
fixa elementos universais
numa folha de papel.
No todo, uma visão sedutora.
No canto, a pele úmida amacia o infinito.
Mais além,
o relevo agreste continua
como tudo mais no mundo.
No centro do olho
uma bomba preta e brilhante
como uma possível explicação.
São Paulo, 29 de março de 2005
feito pupila gigantesca
eclipsa um sol
suspenso na escuridão noturna
dos olhos de um dinossauro.
Vagina vertical,
repleta de escamas verdes
fixa elementos universais
numa folha de papel.
No todo, uma visão sedutora.
No canto, a pele úmida amacia o infinito.
Mais além,
o relevo agreste continua
como tudo mais no mundo.
No centro do olho
uma bomba preta e brilhante
como uma possível explicação.
São Paulo, 29 de março de 2005
ponte
Então, estava eu a respirar rosas
num momento em que aquilo
era todo o sentido da minha vida,
quando alguém, de chinelas velhas,
me atropelou dizendo:
“Eu vi escrito em baixo do viaduto:
se Deus vier, que venha armado!”
São Paulo, 26 de abril de 2005
num momento em que aquilo
era todo o sentido da minha vida,
quando alguém, de chinelas velhas,
me atropelou dizendo:
“Eu vi escrito em baixo do viaduto:
se Deus vier, que venha armado!”
São Paulo, 26 de abril de 2005
parafernália desqualificada
A meritocracia equaliza digressões
de um ascensorista que se crê injusto.
Reage cabisbaixo em surdina:
Sobe...
São Paulo, 26 de abril de 2005
de um ascensorista que se crê injusto.
Reage cabisbaixo em surdina:
Sobe...
São Paulo, 26 de abril de 2005
coágulo
Sereia coroada,
envolta por golfinhos,
retém a praia imunizada.
Não há coágulos no significado das coisas,
apenas essências
e odores frescos de um canto risonho.
Uma visão cíclica da manhã
nas rochas umedecidas pelos musgos.
Uma substituição
nas sensações dolorosas da noite escura.
Uma pausa entorpecida
no rascunho das percepções.
E, não há coagulo no significado das coisas.
Apenas há você na profusão imensa do mundo!
São Paulo, 31 de maio de 2005
envolta por golfinhos,
retém a praia imunizada.
Não há coágulos no significado das coisas,
apenas essências
e odores frescos de um canto risonho.
Uma visão cíclica da manhã
nas rochas umedecidas pelos musgos.
Uma substituição
nas sensações dolorosas da noite escura.
Uma pausa entorpecida
no rascunho das percepções.
E, não há coagulo no significado das coisas.
Apenas há você na profusão imensa do mundo!
São Paulo, 31 de maio de 2005
espetáculo coxo
Organizar o caos é
tarefa antinatural
de natureza humana.
Portanto, que as tentativas
prossigam tateando vultos,
lapsos gigantescos de escuridão.
Razão de bengala!
Razão: espetáculo coxo!
Razão coxeante!
ante Universo
em Desencanto.
São Paulo, 11 de novembro de 2005
tarefa antinatural
de natureza humana.
Portanto, que as tentativas
prossigam tateando vultos,
lapsos gigantescos de escuridão.
Razão de bengala!
Razão: espetáculo coxo!
Razão coxeante!
ante Universo
em Desencanto.
São Paulo, 11 de novembro de 2005
então resta Representar!
Só foi representar um sentido,
para que tudo o mais se transformasse
num teatro
de uma realidade tão enganosa
quanto qualquer outra realidade
menos desastrosa.
Um caminhar incerto,
num universo plasmado
em figuras concretas,
acariciando certezas voláteis.
Só foi representar um sentido,
para que tudo o mais se fizesse,
enquanto existências múltiplas
de sensações inconclusas,
e o despertar das manhãs
fossem uma força transitória
entre o real e o irreal...
e o entardecer
fosse apreciação das cores nas coisas todas.
Só foi representar um sentido,
para que tudo o mais se fizesse
ou
se transformasse.
São Paulo, 24 de março de 2006
para que tudo o mais se transformasse
num teatro
de uma realidade tão enganosa
quanto qualquer outra realidade
menos desastrosa.
Um caminhar incerto,
num universo plasmado
em figuras concretas,
acariciando certezas voláteis.
Só foi representar um sentido,
para que tudo o mais se fizesse,
enquanto existências múltiplas
de sensações inconclusas,
e o despertar das manhãs
fossem uma força transitória
entre o real e o irreal...
e o entardecer
fosse apreciação das cores nas coisas todas.
Só foi representar um sentido,
para que tudo o mais se fizesse
ou
se transformasse.
São Paulo, 24 de março de 2006
entre os gravetos
Quando sentei entre os gravetos
e olhei para o céu
pude notar que o brilho
era igual por entre as casas,
por entre as asas,
por entre os atos,
por entre todas as intenções.
E essa serenidade me recobre de azul!
E que eu sei que isso tudo
não se apóia em nuvens,
nem em nada!
Mares, sois, estrelas e cometas vão se transformar.
É o que resta agora então pequena
é a gente se acalmar e contemplar em paz.
Pereiras, julho de 2006
e olhei para o céu
pude notar que o brilho
era igual por entre as casas,
por entre as asas,
por entre os atos,
por entre todas as intenções.
E essa serenidade me recobre de azul!
E que eu sei que isso tudo
não se apóia em nuvens,
nem em nada!
Mares, sois, estrelas e cometas vão se transformar.
É o que resta agora então pequena
é a gente se acalmar e contemplar em paz.
Pereiras, julho de 2006
eficaz ou inexata
para Roberta Grigoleto, uma aluna existencial
Seria o momento oportuno para dizer que a duvida é eficaz ou inexata?
Quem há de responder senão meu cansaço humano?
Quem há de confirmar
que o pensar
concreto
é, por demais,
necessário
em todas as instancias práticas,
para que não se incorra
no fundamentalismo
abstrato
de um deserto existencialista?
Nem me pergunto mais quem é o
louco
nesse fosso dialético.
Padeço por minha melancólica grandiosidade
em tentar tragar algo que está muito além de minha alma.
Pirragueio algumas resistências e as
engulo
para que meu organismo as corroa
ou, na melhor das hipóteses,
as transforme em construções positivas
(se é que isso é possível)!
Pirragueio outras resistências e as
cuspo;
são indispensáveis ao ambiente que as recebem.
Não sei. Continuo não sabendo
e tudo o mais é duvida eterna,
que se espraia na imensidão desse vácuo todo,
onde as ilusões todas se apóiam
fragilmente.
São Paulo, 26 de setembro de 2006
Seria o momento oportuno para dizer que a duvida é eficaz ou inexata?
Quem há de responder senão meu cansaço humano?
Quem há de confirmar
que o pensar
concreto
é, por demais,
necessário
em todas as instancias práticas,
para que não se incorra
no fundamentalismo
abstrato
de um deserto existencialista?
Nem me pergunto mais quem é o
louco
nesse fosso dialético.
Padeço por minha melancólica grandiosidade
em tentar tragar algo que está muito além de minha alma.
Pirragueio algumas resistências e as
engulo
para que meu organismo as corroa
ou, na melhor das hipóteses,
as transforme em construções positivas
(se é que isso é possível)!
Pirragueio outras resistências e as
cuspo;
são indispensáveis ao ambiente que as recebem.
Não sei. Continuo não sabendo
e tudo o mais é duvida eterna,
que se espraia na imensidão desse vácuo todo,
onde as ilusões todas se apóiam
fragilmente.
São Paulo, 26 de setembro de 2006
apoiando-se no abstrato
O pólo sul que há em mim
é tão frio e deserto quanto a
ausência
de significados que há no
fim do mundo
das abstrações todas.
Tão estúpido é o calor de meu
Equador ao tentar,
por entre gemidos e gritos,
significá-las.
São Paulo, l3 de dezembro de 2006
é tão frio e deserto quanto a
ausência
de significados que há no
fim do mundo
das abstrações todas.
Tão estúpido é o calor de meu
Equador ao tentar,
por entre gemidos e gritos,
significá-las.
São Paulo, l3 de dezembro de 2006
reconhecendo o luto
Na sexta hora,
pálida da manhã,
a escuridão aquecida de um conforto uterino
dilata suas entranhas,
como quem diz:
Vai,
enrubesce a palidez
e faz despertar
os abandonados do limo psíquico,
pois o fracasso anda órfão e
ninguém quer assumi-lo!
São Paulo, 15 de fevereiro de 2007
pálida da manhã,
a escuridão aquecida de um conforto uterino
dilata suas entranhas,
como quem diz:
Vai,
enrubesce a palidez
e faz despertar
os abandonados do limo psíquico,
pois o fracasso anda órfão e
ninguém quer assumi-lo!
São Paulo, 15 de fevereiro de 2007
fivelas
De boca palerma diante de seus pés seminus
coloquei-me a interrogar
sobre a tenacidade daquela nostalgia:
balançávamos, saltávamos por entre os sons do sorriso.
Descalços, delicadamente corríamos
por entre aquelas pontas de pedras,
tão arbitrárias contra nossa liberdade
sedutoramente infantil.
O júbilo nas curvas róseas dos pés
e na maciez que há
entre os dedos poeticamente estéticos e sensíveis
anuncia a palidez muda
das palavras articuladas pelo som.
A boca palerma e os olhos feito vitrais iluminados,
atentos, dilatados,
captando o passo apressado que há entre as fivelas
e a seminudez daquilo que te apóia tão lindamente.
São Paulo, 01 de março de 2007
coloquei-me a interrogar
sobre a tenacidade daquela nostalgia:
balançávamos, saltávamos por entre os sons do sorriso.
Descalços, delicadamente corríamos
por entre aquelas pontas de pedras,
tão arbitrárias contra nossa liberdade
sedutoramente infantil.
O júbilo nas curvas róseas dos pés
e na maciez que há
entre os dedos poeticamente estéticos e sensíveis
anuncia a palidez muda
das palavras articuladas pelo som.
A boca palerma e os olhos feito vitrais iluminados,
atentos, dilatados,
captando o passo apressado que há entre as fivelas
e a seminudez daquilo que te apóia tão lindamente.
São Paulo, 01 de março de 2007
apenas isso
Trovão!
Nascido da luz,
na cama do céu...
me espreita do alto,
mas ando tão despreocupado de mim
que apenas...
desejo as pequenas covas enfileiradas
sob as pontes de couro...
que apenas...
observo os rios verdes
e os afluentes azuis
que correm sob a pele rósea e macia
de um dia cansativo...
que apenas...
sopro as algas sedosas
presas `a cartilagens desenhadas
do seu rosto aquático.
Encontro-me na revelação das coisas
de dentro do ateliê vítreo
das minhas impressões.
São Paulo, 13 de março de 2007
Nascido da luz,
na cama do céu...
me espreita do alto,
mas ando tão despreocupado de mim
que apenas...
desejo as pequenas covas enfileiradas
sob as pontes de couro...
que apenas...
observo os rios verdes
e os afluentes azuis
que correm sob a pele rósea e macia
de um dia cansativo...
que apenas...
sopro as algas sedosas
presas `a cartilagens desenhadas
do seu rosto aquático.
Encontro-me na revelação das coisas
de dentro do ateliê vítreo
das minhas impressões.
São Paulo, 13 de março de 2007
visão das águas
Tenho a visão das águas!
Corriqueiras,
revestem de chuva o que há de sol,
tornando as aflições que esturricam
em frescor e odores molhados.
As águas nuas,
sempre a despencar em cabeças sonhadoras,
tombam desesperos inteiros
e correm enfim para seus esconderijos submersos.
Seus sons, suas formas enfeitiçam,
sedutoras, minhas atividades primárias e instintivas.
Nas gotículas explosivas
reside algo de artístico e surreal,
transformando calma e lentamente
meu mundo juvenil.
Tenho a visão das águas.
São Paulo, 14 de março de 2007
Corriqueiras,
revestem de chuva o que há de sol,
tornando as aflições que esturricam
em frescor e odores molhados.
As águas nuas,
sempre a despencar em cabeças sonhadoras,
tombam desesperos inteiros
e correm enfim para seus esconderijos submersos.
Seus sons, suas formas enfeitiçam,
sedutoras, minhas atividades primárias e instintivas.
Nas gotículas explosivas
reside algo de artístico e surreal,
transformando calma e lentamente
meu mundo juvenil.
Tenho a visão das águas.
São Paulo, 14 de março de 2007
dor de ouvido
Mediante todo o aparato que se tem informação,
em relação ao prurido das cartilagens,
sinto-me cômico
ao perceber uma espécie de peça de artilharia
sol-ta
e urticante enxertada no cerume
que amortece o cerne de meus ânimos.
Barulhos graves e surdos,
além de diminutos, é claro,
preenchem minha escassa percepção auditiva.
Nada tenho a declarar,
a não ser apenas,
que ouço uma voz cômica e impiedosa
lá
no fundinho do corredor
do pavilhão auditivo:
Quem manda ficar feito foca na piscina, sua besta?
São Paulo, 17 de março de 2007
em relação ao prurido das cartilagens,
sinto-me cômico
ao perceber uma espécie de peça de artilharia
sol-ta
e urticante enxertada no cerume
que amortece o cerne de meus ânimos.
Barulhos graves e surdos,
além de diminutos, é claro,
preenchem minha escassa percepção auditiva.
Nada tenho a declarar,
a não ser apenas,
que ouço uma voz cômica e impiedosa
lá
no fundinho do corredor
do pavilhão auditivo:
Quem manda ficar feito foca na piscina, sua besta?
São Paulo, 17 de março de 2007
ninfa nua
Na confluência das fragrâncias noturnas respiramos a plenos pulmões. Fresco é o fogo que paralisa nossa pressa. Fogoso sono de quem acordado gosta e sorri. Ama, enfim!
Da cena escura (na nave da noite) surge o que supre nossas necessidades: a supernova ninfa nua renovação.
Da alegria do leito encantado canto um ninar renovado ao nosso sono alucinado e agora sim, sem pressa nem asa alguma posso dizer na pluma: fim!
São Paulo, 19 de abril de 2007
Da cena escura (na nave da noite) surge o que supre nossas necessidades: a supernova ninfa nua renovação.
Da alegria do leito encantado canto um ninar renovado ao nosso sono alucinado e agora sim, sem pressa nem asa alguma posso dizer na pluma: fim!
São Paulo, 19 de abril de 2007
polvos
E então, recolhe-se
e retorna ao seu velho sintetizador sonhando com fusas,
semifusas, terças, quintas,
domingos ensolarados.
Então, olha o relógio e vê:
somos polvos enlatados!
É como se um anjo preso
gritasse dentro de meu iceberg
submerso:
“Fim para os elásticos e exemplos”.
São Paulo, setembro de 2008
e retorna ao seu velho sintetizador sonhando com fusas,
semifusas, terças, quintas,
domingos ensolarados.
Então, olha o relógio e vê:
somos polvos enlatados!
É como se um anjo preso
gritasse dentro de meu iceberg
submerso:
“Fim para os elásticos e exemplos”.
São Paulo, setembro de 2008
reticências
Bom, vejamos as pautas,
vejamos os processos
e tudo mais quanto se tem dito em relação às coisas.
Se penso no escuro é que tudo se apagou,
ou pelo menos, que meus olhos estão fechados
tentando sobrevoar minha mente,
que se revela
alta e clara diante de meus olhos,
dos meus óculos quebrados.
Pois bem, que a mente dos homens se confundam e
Interajam, tolerantemente, porque isso tudo,
e, quem saberá dizer,
é assim que tem que ser.
As expectativas, as esperanças, os fatos
sempre existirão.
No mais os átomos, os sistemas, o mínimo, o mínimo do mínimo,
o macro, o todo sempre infinito e indisponível
se transformará independente de nossa vontade,
de uma solidão pessoal unilateral.
Enxergar só isso é estar preso a si,
e estar preso a si é sofrer.
Isso tudo tem um propósito inexplicável.
Propósito de ser assim e
Ponto.
Ou melhor...
reticências...
São Paulo, 25 de outubro de 2008
vejamos os processos
e tudo mais quanto se tem dito em relação às coisas.
Se penso no escuro é que tudo se apagou,
ou pelo menos, que meus olhos estão fechados
tentando sobrevoar minha mente,
que se revela
alta e clara diante de meus olhos,
dos meus óculos quebrados.
Pois bem, que a mente dos homens se confundam e
Interajam, tolerantemente, porque isso tudo,
e, quem saberá dizer,
é assim que tem que ser.
As expectativas, as esperanças, os fatos
sempre existirão.
No mais os átomos, os sistemas, o mínimo, o mínimo do mínimo,
o macro, o todo sempre infinito e indisponível
se transformará independente de nossa vontade,
de uma solidão pessoal unilateral.
Enxergar só isso é estar preso a si,
e estar preso a si é sofrer.
Isso tudo tem um propósito inexplicável.
Propósito de ser assim e
Ponto.
Ou melhor...
reticências...
São Paulo, 25 de outubro de 2008
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