Não sei exatamente o que diz isso, mas quem se importa em sabê-lo?
Encaminho essa contemplação: manifestações cegas do desejo libertam-nos da cadeia perplexa da Substância.
Nossas razões suspensas num varal, apregoadas, ainda que esturricadas, anunciam, num bater-de-pernas ao vento, o que devemos, o quanto devemos, o quanto devemos, o quanto devemos e... o quanto devemos.
Mas, na poesia do nervo serpenteia um fluxo vital e o enverMizar (Sim, de "verme"!) o salto na nervura pode ser estético, mas carrega em sua teia a nota irredutível do empalidecer-da-maquilagem, inclusive.
Mas minha dúvida, mesmo, é dizer o que se sente sem criar imagens internas, ou dizer "eu gosto (ou não) porque..."
Sinfonía Nº 5 Adagietto (Gustav Mahler)
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Desatracar
E segue mais esta embarcação, coletânea desenfreada de proa a recortar o sal-do-mar, que viver é preciso, e enxergar a imensidão, e captar aquele brilho que há nas coisas e lançá-lo no ar, lançá-lo aos ventos.
É que algo de encantamento graceja enquanto se respira o ranger das tábuas no mar. E é posto à proa, para sacudir à brisa, um tantico de peito aberto, de braços suspensos, como quem abarca, à pulmões cheios, o sorriso das possibilidades humanas, reconhecendo, à esmo interno, a grandiosidade e a delicadeza que há.
Tomemos a roda do leme, que os ares nos são favoráveis e que há flutuações a serem descobertas nesse tombadilho do existir.
Marujos, algo à vista.
Samuel Barber - Adagio for Strings, op.11. Uncut
É que algo de encantamento graceja enquanto se respira o ranger das tábuas no mar. E é posto à proa, para sacudir à brisa, um tantico de peito aberto, de braços suspensos, como quem abarca, à pulmões cheios, o sorriso das possibilidades humanas, reconhecendo, à esmo interno, a grandiosidade e a delicadeza que há.
Tomemos a roda do leme, que os ares nos são favoráveis e que há flutuações a serem descobertas nesse tombadilho do existir.
Marujos, algo à vista.
Samuel Barber - Adagio for Strings, op.11. Uncut
couraça
...
"sofismas de uma especulação jovial"...
Estético,
não por ser poético,
mas por trazer em si
a máscara
da couraça
racional.
São Paulo, 25 de outubro de 2012
"sofismas de uma especulação jovial"...
Estético,
não por ser poético,
mas por trazer em si
a máscara
da couraça
racional.
São Paulo, 25 de outubro de 2012
códigos da colisão
Selva sonâmbula na fronteira
fez petardos de cristal,
como quem não perde a hora
por saber das ressonâncias.
É que os códigos da colisão
estão para além da carne cartesiana!
Quanto a mim?
Agarro minha boia cardíaca
para navegar nosso apocalipse neuronal...
São Paulo, 23 de outubro de 2012
fez petardos de cristal,
como quem não perde a hora
por saber das ressonâncias.
É que os códigos da colisão
estão para além da carne cartesiana!
Quanto a mim?
Agarro minha boia cardíaca
para navegar nosso apocalipse neuronal...
São Paulo, 23 de outubro de 2012
náufragos
O leitmotiv das pedras é o servir de palco à ressaca-em-valsa na franja do abrigo marinho.
O salto no susto oceânico: uma tomada da cena poética...
Na engrenagem da diversão, da gota esquálida, o flautear de um expurgo de sal...
Salinidades entre os cílios salvos!
São Paulo, 22 de agosto de 2012.
O salto no susto oceânico: uma tomada da cena poética...
Na engrenagem da diversão, da gota esquálida, o flautear de um expurgo de sal...
Salinidades entre os cílios salvos!
São Paulo, 22 de agosto de 2012.
Limite
A guelra de um solavanco oxigenou a fechadura das metamorfoses e não houve estalar de espumas a desaninhar a gramática dos naufrágios!
O afago fungicida...
O sal.do.mar.entre.os.dedos...
O brinquedo Abstrato (confinado)...
Pembas esculturadas no v ã o...
Uma despedida e o ranger das dobradiças...
e, das copas paralelas, o leite que escorre...
Coreografia sonora das labaredas!
O engalfinhar de olhares sobre a campa caiada revelou-se fragmento enlutado daqueles passos pisados de humus.
Um solavanco e um DeGrau no Paraíso gritado!
São Paulo, 22 de agosto de 2012.
O afago fungicida...
O sal.do.mar.entre.os.dedos...
O brinquedo Abstrato (confinado)...
Pembas esculturadas no v ã o...
Uma despedida e o ranger das dobradiças...
e, das copas paralelas, o leite que escorre...
Coreografia sonora das labaredas!
O engalfinhar de olhares sobre a campa caiada revelou-se fragmento enlutado daqueles passos pisados de humus.
Um solavanco e um DeGrau no Paraíso gritado!
São Paulo, 22 de agosto de 2012.
novelo suspenso
Das coordenadas costuradas a laser,
uma castanha levita sobre a nódoa encharcada.
Novelo suspenso, furacão pausado
e um quase insight, uma intuição,
no desejo do salto.
E o Divino encachoeirando-se!
Vítrea cúpula, redonda película,
secretando relevos castanhos alterados.
Do penhasco,
o Universo faz beirada silenciando explicações...
São Paulo, 15 de agosto de 2012
uma castanha levita sobre a nódoa encharcada.
Novelo suspenso, furacão pausado
e um quase insight, uma intuição,
no desejo do salto.
E o Divino encachoeirando-se!
Vítrea cúpula, redonda película,
secretando relevos castanhos alterados.
Do penhasco,
o Universo faz beirada silenciando explicações...
São Paulo, 15 de agosto de 2012
fronteira 2
No aclive das copas dançantes, um brilho de mar respira o sol.
E nessa cascata de folhas, um Deus, em segredos, transborda os gestos das alegorias que se esparramam em odores polinizados.
Palmeiras escovam o caos, ipês orientam os sentidos e tantos outros entroncamentos sussurram crispas de um diálogo que acena um oi!
..........
Enfim, a serra pulsante enfrenta a maquete rígida...
Belo Horizonte, 26 de julho de 2012
E nessa cascata de folhas, um Deus, em segredos, transborda os gestos das alegorias que se esparramam em odores polinizados.
Palmeiras escovam o caos, ipês orientam os sentidos e tantos outros entroncamentos sussurram crispas de um diálogo que acena um oi!
..........
Enfim, a serra pulsante enfrenta a maquete rígida...
Belo Horizonte, 26 de julho de 2012
Diálogos
EFETIVIDADE:
CRITÉRIO: bombom é bom.
MARGEM DE ERRO: depende!
CRITÉRIO: bombom é bom...
MARGEM DE ERRO: generalizações sobre o sucesso...
CRITÉRIO METAMORFO: é, tem verdade... Viva o cubo mago!
AVALIAÇÃO:
CRITÉRIO METAMORFO: dança da balança... com-pensar!
MARGEM DE ERRO: progresso vulnerável?
CRITÉRIO: é... distanciamento apreciado, tentativas de sucesso...
EMOCIONAL:
CRITÉRIO: envolvimento mínimo...
MARGEM DE ERRO: e quanto aos maquiavélicos?
CRITÉRIO METAMORFO: Força do Ego!... E calma esparramada.
ESTILOS:
CRITÉRIO: identificar necessidades...
MARGEM DE ERRO: criatividade estimulada?
CRITÉRIO: capacidade e habilidade plenas.
MARGEM DE ERRO: plenas?
CRITÉRIO METAMORFO: ...sensatez.
ESTRESSE:
CRITÉRIO: capacidade adaptativa, simples!
MARGEM DE ERRO: agente estressante?
CRITÉRIO: resistência!
MARGEM DE ERRO: oras, colapso nas reações!
CRITÉRIO METAMORFO: é... SOLidão...
LIDAR:
CRITÉRIO METAMORFO: é... é... hum... EUREKA: manter melhores expectativas!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
CRITÉRIO METAMORFO: ser capaz de sorrir (em particular de si)!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
CRITÉRIO METAMORFO: autoaceitação!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
O MURO: “criei um conjunto de modelos artificias e agora defendo como louco, ficando furioso, aborrecido quando as outras pessoas não cooperam comigo tratando meus modelos como se fossem reais...”
MARGEM DE ERRO: ........................................................
CRITÉRIO: Relax, Amigo!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
São Paulo, junho de 2012
CRITÉRIO: bombom é bom.
MARGEM DE ERRO: depende!
CRITÉRIO: bombom é bom...
MARGEM DE ERRO: generalizações sobre o sucesso...
CRITÉRIO METAMORFO: é, tem verdade... Viva o cubo mago!
AVALIAÇÃO:
CRITÉRIO METAMORFO: dança da balança... com-pensar!
MARGEM DE ERRO: progresso vulnerável?
CRITÉRIO: é... distanciamento apreciado, tentativas de sucesso...
EMOCIONAL:
CRITÉRIO: envolvimento mínimo...
MARGEM DE ERRO: e quanto aos maquiavélicos?
CRITÉRIO METAMORFO: Força do Ego!... E calma esparramada.
ESTILOS:
CRITÉRIO: identificar necessidades...
MARGEM DE ERRO: criatividade estimulada?
CRITÉRIO: capacidade e habilidade plenas.
MARGEM DE ERRO: plenas?
CRITÉRIO METAMORFO: ...sensatez.
ESTRESSE:
CRITÉRIO: capacidade adaptativa, simples!
MARGEM DE ERRO: agente estressante?
CRITÉRIO: resistência!
MARGEM DE ERRO: oras, colapso nas reações!
CRITÉRIO METAMORFO: é... SOLidão...
LIDAR:
CRITÉRIO METAMORFO: é... é... hum... EUREKA: manter melhores expectativas!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
CRITÉRIO METAMORFO: ser capaz de sorrir (em particular de si)!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
CRITÉRIO METAMORFO: autoaceitação!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
O MURO: “criei um conjunto de modelos artificias e agora defendo como louco, ficando furioso, aborrecido quando as outras pessoas não cooperam comigo tratando meus modelos como se fossem reais...”
MARGEM DE ERRO: ........................................................
CRITÉRIO: Relax, Amigo!
MARGEM DE ERRO: ........................................................
São Paulo, junho de 2012
Fome
Eros da fome: afeto!
Percorrer o saciar dos sentidos...
Povoar os objetos do banquete...
Driblar artilharias on the wall...
Esvoaçar engenhocas do desejo...
É que atalhos agilizam respostas, mas... e o salivar das pitangas?
É que a cabeça não concebe aquilo que o coração não pulsa!
E diríamos... Fome!
São Paulo, junho de 2012
Percorrer o saciar dos sentidos...
Povoar os objetos do banquete...
Driblar artilharias on the wall...
Esvoaçar engenhocas do desejo...
É que atalhos agilizam respostas, mas... e o salivar das pitangas?
É que a cabeça não concebe aquilo que o coração não pulsa!
E diríamos... Fome!
São Paulo, junho de 2012
Universalizar
E por falar em mitos:
Ruídos do caos universalizando-se...
Saltos nucleares resenhando morros atômicos...
Curvas melódicas em vozes atentas...
E... do indescritível tecido, sentidos construídos!
No gesto tridente,
na áurea introspecção,
no rapto da carne,
na parceria pagã,
em golas desfiadas: ressignificação.
Ressignificações!
Do nômade saber: momentos de inspiração...
Da errância: remodelagens, termos de risco...
É que universalizar é redundância espontânea e necessária!
Não lhe cabe nas mãos...
São Paulo, junho de 2012
Ruídos do caos universalizando-se...
Saltos nucleares resenhando morros atômicos...
Curvas melódicas em vozes atentas...
E... do indescritível tecido, sentidos construídos!
No gesto tridente,
na áurea introspecção,
no rapto da carne,
na parceria pagã,
em golas desfiadas: ressignificação.
Ressignificações!
Do nômade saber: momentos de inspiração...
Da errância: remodelagens, termos de risco...
É que universalizar é redundância espontânea e necessária!
Não lhe cabe nas mãos...
São Paulo, junho de 2012
mola
Na rota colossal, de quem,
suspenso, ali está sem receituário,
ten~si~o~na uma mola.
Objeto Holístico, de gesto hermenêutico,
posto ao auxílio dos símios...
Da mola... tem lá seus limites,
ainda que legitimadora de um poder aceito (puro termômetro).
Dos símios... dotes duvidosos...
Eis que o medo se apodera, bestial em seus sentidos,
e toma por tabela o santuário abissal.
Dependura-se, o símio, na repetição:
Amém. A-mém...
Senhor. Se-nhor...
Amém, senhor. A-mém, se-nhor...
Está posto: o logos sequestrado
vê ao longe a quietação amordaçada...
mera representação utilitarista!
É que o esquema vertical é instrumento de posse...
e, da mola factual... distorção!
WE ARE THE WALL!
WE ARE THE WALL!
São Paulo, junho de 2012
suspenso, ali está sem receituário,
ten~si~o~na uma mola.
Objeto Holístico, de gesto hermenêutico,
posto ao auxílio dos símios...
Da mola... tem lá seus limites,
ainda que legitimadora de um poder aceito (puro termômetro).
Dos símios... dotes duvidosos...
Eis que o medo se apodera, bestial em seus sentidos,
e toma por tabela o santuário abissal.
Dependura-se, o símio, na repetição:
Amém. A-mém...
Senhor. Se-nhor...
Amém, senhor. A-mém, se-nhor...
Está posto: o logos sequestrado
vê ao longe a quietação amordaçada...
mera representação utilitarista!
É que o esquema vertical é instrumento de posse...
e, da mola factual... distorção!
WE ARE THE WALL!
WE ARE THE WALL!
São Paulo, junho de 2012
Dada-revisitado
O acúmulo rugiu... (leão)
A gente silenciou... (gazela)
Dorneles grunhiu... (javali)
Educare? Artaud!... (AR-te)
Mas a fonte do conhecimento no processo configurado mantem-se feito processo...
São Paulo, junho de 2012
A gente silenciou... (gazela)
Dorneles grunhiu... (javali)
Educare? Artaud!... (AR-te)
Mas a fonte do conhecimento no processo configurado mantem-se feito processo...
São Paulo, junho de 2012
Semear
Da mórula sacral, envolta em curtume, a erupção
de um apêndice carnoso (provido de feixes vasculares):
naquele procedimento sistemático, típico das fermentações,
um gancho de familiarizações à mais nova semente tornou-se
recurso imprescindível à construção do processo uterino.
Não um produto, mas uma construção...
Semear feito processo de sujeito coletivo, eis!
Nos iniciados, a fecundidade...
E dos vasos... investigação.
Não haveria de haver receitas,
apenas recursos
e os esforços
(além das limitações), logicamente!
Porém, na ala de um zigoto...
a orientação para a existência, o germinar das intervenções e,
na crista da coroa,
significações aos apêndices em rebento!
São Paulo, junho de 2012
de um apêndice carnoso (provido de feixes vasculares):
naquele procedimento sistemático, típico das fermentações,
um gancho de familiarizações à mais nova semente tornou-se
recurso imprescindível à construção do processo uterino.
Não um produto, mas uma construção...
Semear feito processo de sujeito coletivo, eis!
Nos iniciados, a fecundidade...
E dos vasos... investigação.
Não haveria de haver receitas,
apenas recursos
e os esforços
(além das limitações), logicamente!
Porém, na ala de um zigoto...
a orientação para a existência, o germinar das intervenções e,
na crista da coroa,
significações aos apêndices em rebento!
São Paulo, junho de 2012
ART-e-fato de si
Pés no sal, espumas em ressaca...
Na disposição firme de estar atrelado ao mergulho,
nada é aleatório: algo para além das burocracias da insegurança.
Em razão das águas salinas chamuscando as frontes,
a justificativa é estar vivo e
a contribuição é o encantamento
das borbulhas que se esvaem ao chão do céu!
Estalos na lembrança do momento...
Que o teto flexível oxigene a memória cardíaca deste legado!
Recortes?
Aparatos marítimos, registros náufragos, rabos de sereia, visões de mar...
Maneiras?
Pernas, balões e o enxergar para além dos tatos!
Avaliar a pesca? Ao pescador... absurdo!
Avaliar o canto? Às bacantes... bobagem!
Justo mesmo é o ART-e-fato de si!
Quanto às referências, o mar...
Quanto aos subsídios, o pulsar...
E, na discriminação das atividades, AQUELE Sorriso!
São Paulo, junho de 2012
Na disposição firme de estar atrelado ao mergulho,
nada é aleatório: algo para além das burocracias da insegurança.
Em razão das águas salinas chamuscando as frontes,
a justificativa é estar vivo e
a contribuição é o encantamento
das borbulhas que se esvaem ao chão do céu!
Estalos na lembrança do momento...
Que o teto flexível oxigene a memória cardíaca deste legado!
Recortes?
Aparatos marítimos, registros náufragos, rabos de sereia, visões de mar...
Maneiras?
Pernas, balões e o enxergar para além dos tatos!
Avaliar a pesca? Ao pescador... absurdo!
Avaliar o canto? Às bacantes... bobagem!
Justo mesmo é o ART-e-fato de si!
Quanto às referências, o mar...
Quanto aos subsídios, o pulsar...
E, na discriminação das atividades, AQUELE Sorriso!
São Paulo, junho de 2012
INdócil Ternura
Ah, não fosse a dor!(?)
Meta-experimentaríamos!
Cálices, moldes, modelos fixados, fixações seriam totens dissolvidos!
Móbiles atravessariam indivíduos... e diriam:
“diferença como acontecimento do pensar é INdócil Ternura... é o desgarrar necessário.”
Ah, não fosse a dor!(?)
Desospedaríamos a ideia de que...
a ameaça somos nós...
São Paulo, junho de 2012.
Meta-experimentaríamos!
Cálices, moldes, modelos fixados, fixações seriam totens dissolvidos!
Móbiles atravessariam indivíduos... e diriam:
“diferença como acontecimento do pensar é INdócil Ternura... é o desgarrar necessário.”
Ah, não fosse a dor!(?)
Desospedaríamos a ideia de que...
a ameaça somos nós...
São Paulo, junho de 2012.
Afetação
Um griot, tendo por recurso a madeira recortada de seu local codificado, esfarela desígnios aos coletores juvenis de sua tribo orquestrada: o céu no mar, a pele no tambor, a dança dos traços na face alheia... Hibridismo ecológico, leitura cultural!
Para além da busca da identidade, para além do reconhecimento da diversidade, o objetivo das alfaias: in-ter-cul-tu-ra-li-da-de na defesa do gueto!
Djembês invandindo palácios, rompendo códigos senhoriais, rufando diferenças no ritmo das identidades, proporcionando reencontros do si para si, do si para com espelhos almofadados. Ser um outro...
Nem meias palavras, nem enfadonhas. Apenas arteiros, obreiros na luz, explanando, em linguagens de cena, pinceladas de improviso para galgar a Criação. E, na gramática do olhar, não mais templos sacralizados de um museu, apenas parcerias.
Emoção reduzida a lágrimas, nunca! Para além do grito, a capacidade de reconhecer e refletir e reconduzir... o coração.
São Paulo, junho de 2012.
Para além da busca da identidade, para além do reconhecimento da diversidade, o objetivo das alfaias: in-ter-cul-tu-ra-li-da-de na defesa do gueto!
Djembês invandindo palácios, rompendo códigos senhoriais, rufando diferenças no ritmo das identidades, proporcionando reencontros do si para si, do si para com espelhos almofadados. Ser um outro...
Nem meias palavras, nem enfadonhas. Apenas arteiros, obreiros na luz, explanando, em linguagens de cena, pinceladas de improviso para galgar a Criação. E, na gramática do olhar, não mais templos sacralizados de um museu, apenas parcerias.
Emoção reduzida a lágrimas, nunca! Para além do grito, a capacidade de reconhecer e refletir e reconduzir... o coração.
São Paulo, junho de 2012.
Paideia e o espelho de prata
No baldear das roldanas, tão mais intensas quanto se permitem os acessos insones das fronteiras idílicas, um despencar em canaletas calcárias fez do espirrar das intuições os seguintes trejeitos:
O desenvolvimento profissional, o papel das pesquisas, o professor reflexivo, além da identidade profissional e da universalização dos debates, passaram a ser discussões para a qualificação da cumplicidade porta adentro.
Tantas engrenagens cheirando a salgadinho rasgaram-se até que nos déssemos conta de que nossos pés estavam parafusados num chão de festividades.
Cabeças de bigornamordaçadas agora obrigadas, ao pirulitar dos ensaios de ciranda, a sentir a convulsão daqueles corações melismáticos: “prenda nossa atenção, tenha autoridade, reexplique o reexplicável, música, música, música... mas música e conteúdo, lambanças nas texturas dos textos e, é preciso dizer experiência?”
Cirandando no relevo da segurança, recriando símbolos e suscitando inflexões na arte do absurdo, tudo é sorriso e assimilação nos confins da ca-sa da co-ra-gem!
Enfim, o encontro na sonoridade da luta. Enfim, o despertar na visão das águas testa afrente!
São Paulo, junho de 2012.
O desenvolvimento profissional, o papel das pesquisas, o professor reflexivo, além da identidade profissional e da universalização dos debates, passaram a ser discussões para a qualificação da cumplicidade porta adentro.
Tantas engrenagens cheirando a salgadinho rasgaram-se até que nos déssemos conta de que nossos pés estavam parafusados num chão de festividades.
Cabeças de bigornamordaçadas agora obrigadas, ao pirulitar dos ensaios de ciranda, a sentir a convulsão daqueles corações melismáticos: “prenda nossa atenção, tenha autoridade, reexplique o reexplicável, música, música, música... mas música e conteúdo, lambanças nas texturas dos textos e, é preciso dizer experiência?”
Cirandando no relevo da segurança, recriando símbolos e suscitando inflexões na arte do absurdo, tudo é sorriso e assimilação nos confins da ca-sa da co-ra-gem!
Enfim, o encontro na sonoridade da luta. Enfim, o despertar na visão das águas testa afrente!
São Paulo, junho de 2012.
Rebeca-perereca
Rebeca-perereca tinha pernas arquitetônicas,
além de um Dionísio tatuado na bunda!
Os pés dóricos
e os dedos adornados eram carícias de pensamento:
espirravam cores pra fora dos quadros;
gotejavam sabores pelo ar;
coaxavam cócegas de encantamento.
Tudo, tudinho a seu modo brejeiro!
Olharzinho brilhooooso! E um coração espiral.
Pra mim, reles citadino e ordinário,
o que ela queria mesmo dizer é:
Hey humans, why so serious?
Lembro de uma música que ela detestava...
"ado a-ado, cada um no seu quadrado"
Mas nada a ver, né? Eu sei...
Deixa eu voltar pro trabalho,
que eu ganho mais; que esse papo de rã
é um saco
furado no meio do mundo...
São Paulo, 24 de maio de 2012.
além de um Dionísio tatuado na bunda!
Os pés dóricos
e os dedos adornados eram carícias de pensamento:
espirravam cores pra fora dos quadros;
gotejavam sabores pelo ar;
coaxavam cócegas de encantamento.
Tudo, tudinho a seu modo brejeiro!
Olharzinho brilhooooso! E um coração espiral.
Pra mim, reles citadino e ordinário,
o que ela queria mesmo dizer é:
Hey humans, why so serious?
Lembro de uma música que ela detestava...
"ado a-ado, cada um no seu quadrado"
Mas nada a ver, né? Eu sei...
Deixa eu voltar pro trabalho,
que eu ganho mais; que esse papo de rã
é um saco
furado no meio do mundo...
São Paulo, 24 de maio de 2012.
omelete sinestésica
Nesta omelete sinestésica, um tronco de céu serpenteia a anticatarata dos ladrilhos imaginados!
E dos medalhões empilhados, no bulevar das contradições, uma profecia amarga faz seu ninho em etiquetas anedóticas: espetaculariza-se o aparato do "bem-estar" fazendo verter aliens desavisados a carregar sacos de pedra recônditos.
Mas na difusão do gengibre Deleuziano, um ventríloquo, com seios transvestidos, físico da alma, no desabrochar do caos, requenta sua fé ao vaselinizar toda a filosofia da arte a fim de tocar o pelo das narinas no oxigênio perdido de um acervo sinalizado.
Ah, mares de ventos para uma obsessão!
São Paulo, 01 de maio de 2012.
E dos medalhões empilhados, no bulevar das contradições, uma profecia amarga faz seu ninho em etiquetas anedóticas: espetaculariza-se o aparato do "bem-estar" fazendo verter aliens desavisados a carregar sacos de pedra recônditos.
Mas na difusão do gengibre Deleuziano, um ventríloquo, com seios transvestidos, físico da alma, no desabrochar do caos, requenta sua fé ao vaselinizar toda a filosofia da arte a fim de tocar o pelo das narinas no oxigênio perdido de um acervo sinalizado.
Ah, mares de ventos para uma obsessão!
São Paulo, 01 de maio de 2012.
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