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DOM

 
 
"Sonhar o sonho impossível,
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
... Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca!"
 
QUIXOTE

Arioso della cantata BWV 156

Cordilheira pautada desdobrando-se em esperas,
afrodisíaco táctil, adjetivo fértil.



"Quando o luto se torna interminável, não é na conta do amor que se deve ser posta esta perda inconsolável, mas, pelo contrário, na de um ressentimento, nascido do abandono do objeto, que não diz seu nome.”

André Green, pósfacio de "Narcisismo de Vida, Narcisismo de Morte".

Valeu, Cassio!

cabeça de madeira

“Não é demonstração de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente”
(Jiduu Krishnamurti)

Manifesto...

“A mania incurável de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, só serve para entorpecer cérebros.”
(Manifesto Surrealista - 1924)

"Bolero" de Ravel /"Allegro non Troppo" de Bruno Bozzetto



"Desembaraçando, pois, o espírito de fórmulas restritivas em que podia encerrar o seu juízo, obriga-o a procurar a beleza fora de todas as doutrinas em que os espíritos dogmáticos tentam aprisiona´-la" (RENE HUYGHE)

Equalizando o Quereres!


"O QUERERES"
"Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
 
Mas a vida é real e é de viés
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus"

ESCUTA! O QUERERES

Do álbum "Velô", 1984.

Para ler como quem cuida...

Dedico estas canções aos de espírito elevado, sempre a tentar.



(...) "É isto, amor: o ganho não previsto,
O prêmio subterrâneo e coruscante,
Leitura de relâmpago cifrado,
Que, decifrado, nada mais existe

Valendo a pena e o preço do terrestre,
Salvo o minuto de ouro no relógio
Minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
Depois de se arquivar toda a ciência
Herdada, ouvida. Amor começa tarde."

DRUMMOND

"Piercing" - Zeca Baleiro

"A verdade, porém, é que nós é que fomos os sadistas; o elemento ativo na corrupção da vida de família; e moleques e mulatas o elemento passivo. (...) Exprimiu-se nessas relações o espírito do sistema econômico que nos dividiu, como um deus poderoso, em senhores e escravos. Dele se deriva toda a exagerada tendência para o sadismo característica do brasileiro, nascido e criado em casa-grande, principalmente em engenho (...)"

Gilberto Freire em "Casa Grande & Senzala".




Mas nisso não se fala...
Mas nisso não se fala...
Mas nisso não se fala...
Mas nisso não se fala...

"Ludwig Van" - Sepultura

Do álbum A-lex, 2009.



"A luta contra a finalidade na arte é sempre uma luta contra as tendências moralizadoras, contra a subordinação da arte à moral."


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Eumir Deodato - "Also Sprach Zarathustra"

Do álbum "Prelude", 1972.




Do livro "Ecce Homo", 1888.

"Nós, os novos, os sem nome, os difíceis de serem entendidos - é dito lá - nós, os filhos prematuros de um futuro ainda não demonstrado, temos a necessidade, para um novo objetivo, de um novo meio, quer dizer, de uma NOVA SAÚDE, uma saúde mais forte mais afinada mais tenaz mais ousada mais divertida do que todas as saúdes conseguiram ser até agora. Aqueles cuja alma tem sede de experimentar toda a extensão dos valores e desideratos e navegar por todas as costas desse "mar inferior" idealista, aqueles que querem saber, das aventuras de suas experiências mais pessoais (...) eles têm necessidade, antes de tudo, da GRANDE SAÚDE - uma saúde que a gente não apenas tem, mas adquire e tem de adquirir constantemente, porque sempre se volta a abandoná-la, sempre tem de se abandoná-la... E agora, depois de termos estado assim por muito tempo a caminho, nós, os argonautas do ideal, mais corajosos do que a prudência recomenda e muitas vezes náufragos e prejudicados, perigosamente SAUDÁVEIS, sempre SAUDÁVEIS de novo - quer nos parecer que nós, em pagamento a tudo isso, ainda temos um país a descobrir à nossa frente, cujas fronteiras ninguém jamais marcou, um além de todos os países descobertos até agora e de todos os ângulos do ideal que até agora perduraram, um mundo tão ultra rico em beleza, em estranheza, em dubiedade, em terribilidade e em coisas divinas, que a nossa curiosidade, bem como a nossa sede de possuir quedam fora de si (...)"

Terra em Transe



Não conseguir firmar o nobre pacto
entre o cosmo sangrento e a alma pura
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gladiador defunto, mas intacto
(tanta violência, mas tanta ternura)

Mário Faustino

"classe média" - Max Gonzaga


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"menino deus" - A Cor do Som

Do álbum: magia tropical, 1982.



"...quando a flor do teu sexo abrir as pétalas para o universo
e então, por um lapso, se encontrar no anexo ligando os breus, dando sentido aos mundos e aos corações sentimentos profundos de terna alegria..."